A lua de sangue vai voltar a pintar o céu com um eclipse lunar total - e não há outro até ao fim de 2028.
Onde será visível o eclipse lunar total (lua de sangue)
O fenómeno poderá ser observado na manhã de terça‑feira na América do Norte, na América Central e na parte ocidental da América do Sul. Já na Austrália e no leste da Ásia, será possível acompanhá‑lo durante a noite de terça‑feira.
As fases parciais - quando parecem “mordidas” no disco lunar - também serão visíveis a partir da Ásia Central e de grande parte da América do Sul. Em contrapartida, a África e a Europa ficam fora da zona de observação.
Porque acontecem eclipses solares e eclipses lunares
Os eclipses solares e os eclipses lunares acontecem quando o Sol, a Lua e a Terra ficam alinhados de forma muito específica. De acordo com a NASA, ocorrem entre quatro e sete eclipses por ano.
Estes eventos tendem a surgir em sequência, aproveitando janelas favoráveis nas órbitas dos três corpos. Este eclipse lunar total ocorre duas semanas após um eclipse solar do tipo “anel de fogo”, que chamou a atenção de observadores - e até de pinguins - na Antártida.
O que torna a lua de sangue vermelha
Num eclipse lunar total, a Terra posiciona‑se entre o Sol e a Lua cheia, projetando uma sombra que cobre por completo o satélite natural. A chamada lua de sangue adquire tons avermelhados porque parte da luz solar atravessa a atmosfera terrestre e é desviada (filtrada) antes de alcançar a superfície lunar.
O espetáculo desenrola‑se ao longo de várias horas, sendo que a totalidade dura cerca de uma hora.
Como observar: sem equipamento especial e com tempo limpo
Ao contrário de um eclipse solar, o ritmo é mais tranquilo. Como referiu Catherine Miller, do Observatório Mittelman do Middlebury College, o eclipse lunar “tem um andamento um pouco mais relaxado”.
Para quem estiver na faixa de visibilidade, não é necessário qualquer equipamento: basta uma vista desimpedida do céu e, idealmente, ausência de nuvens.
Dicas práticas para não perder o melhor momento
Consulte uma aplicação de previsões ou um calendário astronómico online para confirmar a hora exata na sua localização. Vale a pena sair ao exterior várias vezes ao longo do evento para ver a sombra da Terra a escurecer a Lua, até surgir o disco num tom alaranjado‑avermelhado.
Como explicou o astrónomo Bennett Maruca, da Universidade do Delaware, não é obrigatório permanecer lá fora durante todo o período: “não é preciso estar cá fora o tempo todo para ver as sombras a moverem‑se”.
Uma nota extra: fotografia e escolha do local
Se quiser registar o fenómeno, um tripé ajuda a reduzir tremores, sobretudo quando a Lua escurece durante a totalidade. Um local com pouca iluminação artificial (longe de candeeiros e montras) melhora o contraste e torna mais fáceis de distinguir os tons subtis da lua de sangue.
Também pode ser interessante observar a partir de um ponto elevado e com horizonte amplo, para acompanhar a progressão das fases parciais e perceber melhor a “mordida” da sombra terrestre no disco lunar.
Próximos eclipses: o que vem a seguir
Há um eclipse lunar parcial previsto para agosto, visível nas Américas, na Europa, em África e no oeste da Ásia.
Quanto a um novo eclipse lunar total comparável a este, a próxima oportunidade só chega no fim de 2028.
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