Esta semana na ciência: surgem novos indícios de que Ruptura Total era mais fiel à realidade do que imaginávamos; um fóssil insólito revela o ânus mais antigo do mundo; os efeitos estranhos que o álcool provoca no cérebro; e muito mais.
Destaques da semana em ciência: estudos, fósseis e atmosfera sob escrutínio
Antes de tirar conclusões definitivas, vale lembrar que muitos destes resultados dependem do tipo de amostra, do método usado e de confirmação por equipas independentes. Ainda assim, juntos ajudam a afinar o nosso entendimento sobre saúde, clima, poluição e evolução.
Também é útil olhar para a dimensão prática: o que muda na vida real quando um estudo sugere que um tratamento é menos eficaz, quando se detecta um poluente na atmosfera superior, ou quando um fóssil preserva tecidos moles quase impossíveis de encontrar? É nessa ponte entre dados e decisões que estas histórias ganham peso.
Exercício e osteoartrite: uma revisão indica benefícios mais modestos do que o esperado
O exercício pode não ser um tratamento tão útil quanto se costuma assumir para pessoas com osteoartrite. Uma nova revisão conclui que, em média, a actividade física tem um impacto pequeno na melhoria da função.
Segundo os investigadores, o exercício mostrou ser menos eficaz a reduzir a dor e a melhorar a função do que uma substituição total da articulação em doentes com osteoartrite do joelho e da anca.
Leia a reportagem completa aqui.
“Freak of Nature” na Gronelândia: indícios de convecção térmica dentro da camada de gelo
Uma análise recente de imagens de radar identificou estruturas semelhantes a plumas na camada de gelo da Gronelândia, com padrões de movimento comparáveis aos de rocha fundida sob a crosta terrestre.
“Perceber que a convecção térmica pode ocorrer dentro de uma camada de gelo vai um pouco contra a nossa intuição e expectativas. No entanto, o gelo é pelo menos um milhão de vezes mais macio do que o manto da Terra, por isso a física acaba por fazer sentido”, explica o glaciólogo Robert Law, da Universidade de Bergen, na Noruega.
“É como um excitante fenómeno raro da natureza.”
Leia a reportagem completa aqui.
O “efeito Ruptura Total” após o cancro: estudo encontra ligação a condenações por crime
Um novo estudo encontrou evidência do chamado “efeito Ruptura Total”: depois de um diagnóstico de cancro, a probabilidade de uma pessoa vir a ser condenada por um crime aumenta de forma marcada.
Ainda assim, a maioria dos doentes oncológicos associados a este efeito não se transforma numa figura implacável como Walter White. De acordo com a investigação, as condenações observadas tendem a estar relacionadas com infracções como furto em loja ou posse de drogas.
Leia a reportagem completa aqui.
Fóssil de réptil com 290 milhões de anos pode conter o ânus fossilizado mais antigo
Um fóssil com cerca de 290 milhões de anos poderá representar o ânus mais antigo conhecido. A marca de pele deixada por um réptil antigo preserva a impressão de uma cloaca.
“Estruturas de tecidos moles como estas são extremamente raras no registo fóssil - e, quanto mais recuamos na história da Terra, mais excepcionais se tornam”, afirma o paleontólogo Lorenzo Marchetti, do Museu Alemão de História Natural, em Berlim.
Leia a reportagem completa aqui.
Pluma de lítio na atmosfera atribuída à reentrada de um foguetão SpaceX
A reentrada de foguetões na atmosfera terrestre já tinha sido associada à poluição do ar, e uma nova observação relaciona uma pluma de lítio com um fragmento antigo de um Falcon 9.
Trata-se da primeira evidência observacional de que detritos espaciais a reentrar deixam uma assinatura química detectável - e de origem humana - na atmosfera superior. Foi também a primeira vez que uma pluma de poluentes de um evento específico de reentrada de lixo espacial foi acompanhada a partir do solo.
Leia a reportagem completa aqui.
Álcool e cérebro: a ressonância magnética mostra alterações profundas na comunicação
Exames de ressonância magnética (RM) indicam que o álcool pode perturbar as ligações do cérebro em toda a rede - e que a sensação de embriaguez está associada ao grau de “desligamento” entre regiões cerebrais.
Em termos globais, certas áreas do cérebro tornaram-se mais isoladas e menos bem conectadas ao resto do órgão, embora o padrão não tenha sido uniforme em todas as regiões. É uma ideia semelhante à de trânsito a circular repetidamente num único bairro, em vez de fluir por toda a cidade.
Leia a reportagem completa aqui.
Comentários
Ainda não há comentários. Seja o primeiro!
Deixar um comentário