Esta semana na ciência: o que o Parque Jurássico acertou sobre ADN em refeições de sangue de mosquitos; um potencial composto anti-cancro sintetizado a partir de fungos após 55 anos; um tubarão dourado impressionante; e muito mais.
Antes de mergulhar nas descobertas, vale lembrar que estes resultados mostram como a ciência avança em várias frentes ao mesmo tempo - da saúde metabólica à ecologia, passando por novos materiais e pela biologia marinha. Sempre que possível, procure o estudo original e repare em detalhes como o tamanho da amostra, o método e as limitações assumidas pelos autores.
Estudo levanta dúvidas sérias sobre os benefícios do jejum intermitente
Um estudo de pequena dimensão indica que certos tipos de jejum intermitente podem ter pouco efeito na saúde metabólica ou cardiovascular.
De acordo com os resultados, é possível que seja a redução de calorias - e não propriamente a alimentação com restrição de horário - o factor que melhora indicadores-chave de saúde no organismo.
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Parque Jurássico estava certo: mosquitos podem transportar “bibliotecas” de ADN de animais
Investigadores identificaram o ADN de 86 animais nas refeições de sangue de mosquitos, o que sugere que, pelo menos neste ponto, Parque Jurássico estava certo.
Num segundo estudo da mesma equipa, liderada pelo biólogo Sebastian Botero-Cañola, foi demonstrado que recolher amostras de mosquitos durante o seu período de maior actividade foi tão eficaz como os investigadores fazerem o levantamento dos animais directamente no terreno.
Este tipo de abordagem também aponta para novas possibilidades de monitorização de biodiversidade: em vez de depender apenas de observações directas, armadilhas fotográficas ou capturas, pode ser possível obter pistas sobre a fauna local analisando o ADN presente em insectos hematófagos. Ainda assim, o método exige cuidados para evitar contaminações e interpretar correctamente de onde veio o ADN detectado.
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Potencial composto anti-cancro de fungos finalmente sintetizado após 55 anos
Passados 55 anos, cientistas do MIT e de Harvard conseguiram finalmente sintetizar um composto fúngico com potencial anti-cancro.
“Agora temos a tecnologia que nos permite não só aceder-lhes pela primeira vez, mais de 50 anos depois de terem sido isolados, como também criar muitas variantes concebidas, o que pode permitir estudos mais detalhados”, afirma o químico do MIT Mohammad Movassaghi.
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Tubarão dourado único ao largo da América Central é diagnosticado com condição rara
Um tubarão de cor dourada marcante, observado em 2024, foi entretanto diagnosticado com uma condição rara de pigmentação chamada albino-xantocromismo.
“Será um caso isolado?”, escrevem os investigadores. “Poderá representar uma tendência genética emergente dentro da população regional? Está relacionado com factores ambientais específicos no norte das Caraíbas da Costa Rica, ou reflecte a variabilidade genética natural da espécie e a sua capacidade de se adaptar a ambientes em mudança?”
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Silenciar a “conversa” bacteriana na boca pode ajudar a prevenir cárie dentária
Um novo estudo conclui que “hackear” os sinais de comunicação das bactérias orais poderá reduzir o risco de doença gengival e de cárie dentária.
“Ao interromper os sinais químicos que as bactérias usam para comunicar, seria possível manipular a comunidade da placa bacteriana para que permaneça, ou regresse, ao seu estado associado à saúde”, explica o bioquímico Mikael Elias, da Universidade do Minnesota.
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Filtro “boca de peixe” remove 99% dos microplásticos das águas residuais da lavagem de roupa
Inspirados em peixes que se alimentam por filtração, cientistas alemães criaram um novo filtro capaz de remover 99% dos microplásticos das águas residuais geradas na lavagem de roupa.
As partículas de plástico são depois encaminhadas para um compartimento separado, que pode ser esvaziado a cada poucas dezenas de lavagens - de forma semelhante ao filtro de cotão de uma máquina de secar.
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